Mais de 80% da população brasileira vive nos domínios da Mata Atlântica, da qual restam apenas pouco mais de 7% da área original. Mesmo reduzida e fragmentada, seus ecossistemas ainda abrigam imensa riqueza em espécies animais e vegetais e contam com os mais altos índices de biodiversidade do planeta. Por esses motivos a Mata Atlântica é considerada como uma das cinco áreas naturais mais ameaçadas do mundo.
Suas florestas garantem o abastecimento de água para 120 milhões de pessoas, protegem a estabilidade das encostas, contribuem para o equilíbrio do clima e preservam imenso patrimônio histórico e cultural.
O maior território contínuo de remanescentes da Mata Atlântica se encontra em São Paulo, principalmente no Vale do Ribeira e na Serra do Mar e no litoral.
Para proteger essa riqueza foi criado em 1977 o Parque Estadual da Serra do Mar que, com 375 mil de hectares é a maior área de proteção integral de toda a Mata Atlântica.
Estudos realizados para a elaboração do seu plano de manejo concluíram que o Parque Estadual da Serra do Mar protege cerca de um quinto de todas as espécies de aves que existem no Brasil e quase metade do total para a Mata Atlântica.
Das 200 espécies exclusivas ou endêmicas da Mata Atlântica 131 ocorrem no PESM e 42 estão em extinção como o jacutinga, o macuco, o papagaio de cara roxa, o papagaio-chauá, a sabiacica e o gavião-pombo grande.
Os pesquisadores registraram ainda 111 espécies de mamíferos. Destas 20% são exclusivas da Mata Atlântica e 22% estão ameaçadas de extinção, principalmente macacos, como o mono-carvoeiro e o bugio. O núcleo Itutinga-Pilões se estende por 10 municípios: Cubatão, Santos, São Vicente, Praia Grande, São Bernardo, Santo André, Mogi das Cruzes, Bertioga, Biritiba Mirim, e São Paulo.